LABORATÓRIO DE ESTUDOS EXPERIMENTAIS (LEEX)

Wanderley Guilherme dos Santos

Coordenador

leex@candidomendes.edu.br


ALMANAQUE DE DADOS ELEITORAIS: BRASIL E OUTROS PAÍSES

PREFÁCIO INTRODUTÓRIO

A base de dados eleitorais do Leex, cobrindo sessenta anos de história eleitoral brasileira, é composta por mais de 200 arquivos informatizados em Excel for Windows. Os dados brutos a partir dos quais os arquivos foram elaborados correspondem aos resultados de todas as eleições realizadas entre 1945 e 2006 para a Câmara dos Deputados e para as Assembléias Legislativas dos estados. Eleições para a Presidência da República, para o Senado Federal e para os governos estaduais, além de diversas eleições internacionais, também integram a série. Todos os resultados brasileiros são apresentados em três diferentes níveis de agregação: as unidades da federação (estados, territórios e Distrito Federal), as macro-regiões geográficas do país (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste), e o Brasil como um todo. As tabelas internacionais são agregadas por país.

Os arquivos produzidos a partir desta informação estão divididos em cinco grandes grupos. O primeiro grupo compreende os indicadores básicos de participação e de alienação eleitorais: tamanho do eleitorado, comparecimento eleitoral, abstenções, votos brancos, votos nulos e votos válidos. O segundo e o terceiro grupos reúnem dados sobre a competitividade das eleições e da composição das bancadas partidárias, apresentados, quer a partir de índices clássicos da ciência política internacional (número efetivo de partidos, fracionalização e fragmentação), quer a partir de evidências ainda inexploradas (associação entre o número de postos colocados em disputa e o número de candidatos concorrentes, por exemplo).

O quarto grupo de arquivos refere-se aos graus de renovação parlamentar e de mobilidade política. Através de informações relativas ao número de parlamentares reeleitos, derrotados e desistentes entre dois pleitos sucessivos, procura-se medir a taxa da renovação das elites políticas brasileiras. Ela pode originar-se na vontade do eleitor (que confere ou não novos mandatos aos atuais detentores do poder), nos padrões de carreira política (por exemplo, deputados estaduais que, na legislatura seguinte, são "promovidos" a deputados federais), ou ainda em mudanças institucionais (alteração das regras eleitorais ou aumento no tamanho da representação política). O quinto grupo de arquivos trata da relação (e do formato) do sistema eleitoral com o sistema partidário, recorrendo a evidências como os patamares mínimos de votos para acesso à representação (quocientes eleitorais). Finalmente, o sexto grupo integra tabelas internacionais para efeito comparativo. O conjunto contém, por exemplo, informações sobre o número médio de candidatos por vaga para 11 países europeus e para os USA; fragmentação e número efetivo de partidos para 45 países espalhados pela América Latina, Ásia, Europa e Oceania; forma de governo, sistema e representação eleitoral para 148 países( 50 na África, 32 na América, 32 na Ásia, 31 na Europa e 3 da Oceania). Cada grupo de tabelas apresenta períodos variados de acordo com fontes disponíveis, pertencendo em sua maioria ao intervalo 1945-1994.

A partir de todos estes diferentes índices e evidências é possível analisar e classificar as instituições fundamentais da política de acordo com critérios inovadores. Por exemplo, as previsões dos analistas políticos das primeiras décadas deste século sobre a inevitável oligarquização das instituições democráticas podem ser submetidas a teste a partir de novas evidências. No Brasil, certamente não existe outro acervo de dados tão completo e extenso sobre estas questões, não obstante falhas residuais ainda insanáveis. As fontes utilizadas na sua montagem foram relatórios oficiais (publicados ou não) da Justiça Eleitoral (TSE e TREs), do SERPRO e da Câmara dos Deputados, muitos dos quais não conhecidos (pelas dificuldades de acesso a fontes não publicadas), além das informações obtidas no site http://www.tse.gov.br. A bibliografia completa encontra-se no final da página.




ARQUIVOS DO BANCO DE DADOS

Nacional

Dados Gerais

. . População, Eleitorado, Votantes, Abstenções, Brancos e Nulos (em números brutos e percentagens), 1945-2006.
- Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

. Variação Percentual do Eleitorado, da Abstenção e dos Votos Brancos e Nulos (em %), 1945-2006, agregados por Regiões e Brasil.
- Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa

. Dados Gerais - Brasil, 1945/2006
- Câmara dos Deputados

. Variação Percentual do Eleitorado e do Comparecimento, Brasil 1950/2006
- Câmara dos Deputados

. Eleitorado, vagas e proporção de vagas sobre o eleitorado, Brasil 1945/2006
- Câmara dos Deputados

Abstenção, Votos Brancos e Nulos, em Números Brutos e Percentagens, Brasil 1945-2006.
- Presidência, Senado e Governos Estaduais (Números Brutos) Presidência Senado e Governos Estaduais (Percentagens)

. Esquema Cronológico de Desenvolvimento Eleitoral, Brasil 1881-2006.
- Cronologia


Competição Eleitoral

. Número de Candidatos e Tamanho das Bancadas - Brasil, 1945-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas.

. Número Médio de Candidatos por Vaga, por Estado e por Eleição, 1945-2006.
Câmara dos Deputados Assembléias Legislativas 

. Índice de Competitividade nas Eleições por Estados, Regiões e Brasil - 1945-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas.

. Número Médio de Candidatos por Vaga, por Região e Eleição, 1945-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

. Posição de ordem dos estados conforme os valores decrescentes dos índices de competitividade eleitoral, Brasil, 1945-2006
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

. Classificação das Eleições Conforme Classe de Competitividade de acordo com o resultado em cada Estado, por Eleições. Brasil, 1945-2006
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

. Classificação das Eleições Conforme Classe de Competitividade de acordo com o resultado em cada Região durante o período 1945-2006
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

. Classificação das Eleições Conforme Classe de Competitividade de acordo com o resultado em cada Estado durante o período 1945-2006, por Regiões Agregadas e Brasil
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

. Classificação das Eleições Conforme Classe de Competitividade de acordo com o resultado em cada Região durante o período 1945-2006, por Regiões Agregadas e Brasil
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

. Classificação das Eleições (Não Competitivas e Competitivas) de acordo com o resultado em cada Estado, por Regiões, 1945-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

. Número Efetivo de Partidos e Número de Partidos com Representação no Parlamento, 1945-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas,

. Número de Candidatos para Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas Oferecidos pelos Quatro Maiores Partidos, 1950-2006.

. Número de Partidos Parlamentares e Número Efetivos de Partidos, por Regiões e Brasil.1945-2006
Câmara dos Deputados

. Fracionalização, Fracionalização Máxima e Fragmentação, Brasil, 1945-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

. Número de Partidos Parlamentares, Número Efetivo de Partidos, Vagas, Fracionalização, Fracionalização Máxima e Fragmentação. 1945-2006
Câmara dos Deputados

. Vagas, Número de Candidatos, Número Médio de Candidatos por Vaga, Média e Desvio-Padrão do Número Médio de Candidatos por Vaga. 1945-2006
Câmara dos Deputados

Fontes: TSE, TREs.


Renovação Parlamentar

. Taxa de Renovação na Composição da Representação Legislativa (valores não ponderados) 1945-2006
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas. OBS: fórmula modo nº 1.

. Taxa de Renovação na Composição da Representação Legislativa (valores ponderados) 1945-2006  Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas  OBS: fórmula modo nº 2.

. Mobilidade Parlamentar das Assembléias Legislativas para Câmara dos Deputados, 1945-2006.

Fontes: TSE, TREs.


Quocientes Eleitorais

. Quociente Legal, Operacional e Mínimo - Proporção do Eleitorado, 1945-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas.

. Quociente Legal, Operacional e Mínimo - Números brutos, 1945-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas.

. Lista Nominal do Último Candidato Eleito,Partido, Votação e  Percentagem da Votação do Candidato Sobre o Eleitorado, por Estado, 1945-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléas Legislativas

.  Votação do Último Candidato Eleito Como Proporção do Eleitorado para os 4 Maiores Partidos, 1982-2006.
Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas

Fontes: TSE, TREs.


Dados Econômicos e Sociais

. Indicadores Sociais e Econômicos  para o Brasil, por Estado e Regiões, 1991.

Fontes: Anuário Estatístico do IBGE, 1992 e 1994; Relatório de Desenvolvimento Humano no Brasil 1996 - PNUD/IPEA.



INTERNACIONAL

NOTA  PRELIMINAR

Esta Parte II está dividida em dois conjuntos de países: 1) os que fazem parte da OCDE; 2) os que pertencem à região da América Latina e do Caribe. No conjunto da OCDE não estão incluídos os países que se tornaram membros da OCDE depois de 1994 (Hungria, República Tcheca, Coréia, Polônia e República Eslovaca) e a Turquia por ausência de informações. Incluiu-se Israel pela disponibilidade de informações. No conjunto da América Latina e Caribe foram incluídos os países com informações disponíveis nas fontes utilizadas e com razoáveis séries estatísticas.

No primeiro conjunto encontram-se: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça.

O segundo conjunto é formado por: Argentina, Bahamas, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Trindade e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Dados Eleitorais

. População, Eleitorado, Comparecimento, Abstenções,Votos Brancos, Votos Nulos e Alienação (em percentagens e nº brutos), para 23 países da América Latina. Por eleições, entre 1945-1993. Informa também a classificação quanto a obrigatoriedade de voto.

Fontes: Scott Mainwaring & Timothy R. Scully (eds.), Building Democratic Institutions:
Party Systems in Latin America, Stanford: Stanford University Press, 1995; TSE, TREs, SERPRO; Dieter Nohlen (coord.), Enciclopedia Electoral Latinoamericana y del Caribe, San José, Costa Rica: Instituto Interamaricano de Derechos Humanos (IIDH), 1993.

. Percentagem de Variação do Crescimento Eleitoral e Variação do Comparecimento, para 19 países pesquisados (da OCDE). Por eleições, entre 1870-1988; (Tabelas e Gráficos).
* - os gráficos exibem asteriscos nos anos eleitorais após modificações no sufrágio.

. Percentagem de Variação do Crescimento Eleitoral e Variação do Comparecimento, para 19 países pesquisados (da América Latina e do Caribe). Por eleições, entre 1870-1988; (Tabelas e Gráficos).
* - os gráficos exibem asteriscos nos anos eleitorais após modificações no sufrágio.

. Eleitorado, Número de Vagas, Vagas como Proporção do Eleitorado . Por eleições, entre 1870-1988, para 18 países.

Fontes: Thomas T. Mackie & Richard Rose (eds.),The International Almanac of Electoral History, 3ª edição, London: Macmillan, 1991; Ian Gorvin (general editor), Elections Since 1945: A Worldwide Reference Compendium, Harlow, Essex, UK: Longman Group, 1989.

. Número Efetivo de Partidos, Fracionalização, Fracionalização Máxima, Fragmentação, Tamanho do Parlamento, Número de Partidos com Representação no Parlamento e respectivas médias. Para 24 países (Europa, América do Norte e Oceania); por eleições entre 1945-1995.
Europa, América do Norte e Oceania

Fontes: Thomas T. Mackie & Richard Rose (eds.),The International Almanac of Electoral History, 3ª edição, London: Macmillan, 1991; Lawrence LeDuc, Richard G. Niemi e Pippa Norris (eds.), Comparing Democracies: Elections and Voting in Global Perspective, London: SAGE publications, 1996; Richard S. Katz & Peter Mair (eds.), Party Organization - A Data Handbook 1960-90, London: SAGE Publications, 1992.

. Fracionalização, Fracionalização Máxima, Fragmentação, Tamanho do Parlamento, Número de Partidos com Representação no Parlamento e respectivas médias para 21 países da América Latina; por eleições entre 1945-1994. América Latina

Fontes: Scott Mainwaring & Timothy R. Scully (eds.), Building Democratic Institutions: Party Systems in Latin America, Stanford: Stanford University Press, 1995; TSE, TREs, SERPRO; Dieter Nohlen (coord.), Enciclopedia Electoral Latinoamericana y del Caribe, San José, Costa Rica: Instituto Interamaricano de Derechos Humanos (IIDH), 1993.

. Número médio de candidatos por vaga, para 11 países; entre 1956-1991.
Europa e EUA

Fonte: Richard S. Katz & Peter Mair (eds.), Party Organization: A Data Handbook 1960-90, London: SAGE Publications, 1992.

Tamanho do Parlamento como proporção da população para 85 países.

Fontes: Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial: Do Plano ao Mercado, Banco Mundial, Washington, 1996; Scott Mainwaring & Timothy R. Scully (eds.), Building Democratic Institutions - Party Systems in Latin America, Stanford: Stanford University Press, 1995; Relatório dos países da OECD; Thomas T. Mackie & Richard Rose (eds.),The International Almanac of Electoral History, 3ª edição, London, Macmillan, 1991. Dieter Nohlen (coord.), Enciclopedia Electoral Latinoamericana y del Caribe, San José, Costa Rica: Instituto Interamaricano de Derechos Humanos (IIDH), 1993.

. Esquema Cronológico do  Desenvolvimento do Sistema Eleitoral  para 40 países da Europa, América, Japão e Oceania,  Entre 1845-1985.

. Esquema Cronológico do Desenvolvimento do Sistema Eleitoral e  Crescimento Eleitoral para 43 países da Europa, América Japão e Oceania -  Entre1845-1985.


Dados Políticos

. Forma de Governo e Sistema de Governo, entre 1945-1993,continentes territoriais.
  África, América, Ásia, Europa

. Forma de Governo, Sistema de Governo e Representação; número de trocas Dem/Aut em cortes no tempo (5 em 5 anos, 10 em 10 anos e corte aleatórios - 1950, 1973, 1986 e 1993).
África, América, Ásia, Europa e Oceania

.Classificação de Forma de Governo e Sistema de Governo para países distribuidos em Continentes Extra-Territoriais , (agrupados por classe de renda - renda baixa, renda média baixa, renda média alta, renda alta).

Fontes: Ian Gorvin (ed.), Elections Since 1945: A Worldwide Reference Compendium, Harlow, Essex, UK: Longman Group, 1989;
Arthur S. Banks (ed.), Polítical Handbook of the World: 1994-1995, New York: CSA Publications, 1994;
The World Bank, World Development Report: Workers in an Integrating World, New York: Oxford University Press, 1995;
Dieter Nohlen (coord.), Enciclopedia Electoral Latinoamericana y del Caribe, San José, Costa Rica: Instituto Interamaricano de Derechos Humanos (IIDH), 1993; Thomas T.

. Frequência de golpes e/ou troca de Regimes Políticos e Sistema de Governo nas ex-Colônia da África e Ásia, entre a data da independência e o ano 1993.

Fonte: Arthur S. Banks (ed.), Political Handbook of the World: 1994-1995, New York: CSA Publications, [exemplar anterior ao de 1994].

. Número de Dissoluções da Câmara para 10 países de regime parlamentar após 1945.

. Ano da criação da Primeira Constituição  para 26 países da   Europa e América Latina.

Fonte: Richard Rose (editor), Electoral Behavior: A Comparative Handbook, London: Macmillan, 1974.

. Ano do Sufrágio Universal  e Crescimento do Eleitorado (%) para 25 países pesquisados.
Europa, América e Oceania

Fontes: Jan-Erik Lane, David McKay, Kenneth Newton (general editors), Political Data handbook: Comparative European Politics, New York: Oxford University Press, 2ª edição, 1997;
Dieter Nohlen (coord.), Enciclopedia Electoral Latinoamericana y del Caribe, San José, Costa Rica: Instituto Interamaricano de Derechos Humanos (IIDH), 1993; Thomas T. Mackie & Richard Rose (eds.),The International Almanac of Electoral History, 3ª edição, London: Macmillan, 1991; Ian Gorvin (general editor), Elections Since 1945: A Worldwide Reference Compendium, Harlow, Essex,UK: Longman Group, 1989.

. Classificação Unicameral / Bicameral  para 129 países.

. Classificação quanto a  Obrigatoriedade de Voto (compulsório ou não compulsório) para 58 países.

. Ano do Sufrágio Eleitoral para 119 países em ordem cronológica.

Fontes: Ian Gorvin (general editor), Elections Since 1945: A Worldwide Reference Compendium, Harlow, Essex, UK: Longman Group, 1989;
Lawrence LeDuc, Richard G. Niemi e Pippa Norris (editors), Comparing Democracies: Elections and Voting in Global Perspective, London: SAGE Publications, 1996; Dieter Nohlen (coord.), Enciclopedia Electoral Latinoamericana y del Caribe, San José, Costa Rica: Instituto Interamaricano de Derechos Humanos (IIDH), 1993.

.Informações sobre interrupções no processo eleitoral para 16 países.
Europa, América do Norte e Oceania

Fonte: Thomas T. Mackie & Richard Rose (eds.),The International Almanac of Electoral History, 3ª edição, London: Macmillan, 1991.

. Datas de Atentados Institucionais para 19 países da América Latina, entre 1900 e 1997.

Fontes: Ian Gorvin (general editor), Elections Since 1945: A Worldwide Reference Compendium, Harlow, Essex, UK: Longman Group, 1989; Arthur S. Banks (ed.), Political Handbook of the World: 1994-1995, New York: CSA Publications, 1994; Dieter Nohlen (coord.), Enciclopedia Electoral Latinoamericana y del Caribe, São josé, Costa Rica: Instituto Interamaricano de Derechos Humanos (IIDH), 1993.


Dados Econômicos e Sociais

. Classificação dos Países de Acordo com o padrão de Gastos Governamentais - 1972, 1980, 1988, 1990, 1993. Gastos Administrativos, Sociais, Defesa e Economicos por ondem decrescente (24 ordenações possíveis).

. Mesma classificação acima. Países distribuidos em continentes extra-territorias, agrupados por classe de renda - renda baixa, renda média baixa, renda média alta, renda alta.

. Distribuição do gastos públicos por setores  Administrativos, Sociais, Defesa e Economicos, e o total de gastos públicos como percentagem do PNB.  

. Ordem decrescente das categorias de despesas do governo central para 1972/1980-81/1993.

. Índice de Similaridade Morfológica para países da Europa.
1972, 1980/81 e 1993

. Renda Per Capita, Percentagem da Distribuição dos Gastos Públicos por Setores e Total dos Gastos Públicos como percentagem do PNB: em países com renda até e acima de US$4.000.
Até US$4000 para 1982, Acima de US$4000 para 1982, Até US$4000 para 1993 e Acima de US$4000 para 1993

Fonte: The World Bank, World Development Report: Workers in an Integrating World, New York: Oxford University Press, 1995. [e ano anterior]

.Indicadores sociais e econômicos para países distribuídos em continentes extra-territoriais.
Tabela1, Tabela2 e Tabela3

Fontes: Human Development Report, 1995; World Development Report, 1995..

. Países em ordem crescente de PIB per capita e respectivos percentuais de distribuição de renda (10% superiores), distribuidos em continentes extra-territoriais e pesquisados entre 1983-1994.

.Países em ordem crescente de PIB per capita e respectivos índices de Gini, distribuidos em continentes extra-territoriais e pesquisados entre 1983-1994.

Fonte: Banco Mundial, Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 1996, Do Plano ao Mercado, Washington: Banco Mundial, 1996.


ÍNDICES PARLAMENTARES - ELEITORAIS

 

Fracionalização = 1 - (å pe2), onde pe = percentual de cadeiras ocupadas por cada partido.
Rae, Douglas. The Political Consequences of Electoral Laws. New Haven: Yale University Press, 1971 (2ª edição).

Tem por objetivo medir a dispersão partidária de um parlamento e indica qual a probabilidade de que dois parlamentares desse
parlamento, tomados ao acaso, pertençam a partidos diferentes.
 

Fracionalização Máxima = N (n-1)/ n (N-1), onde N = número de cadeiras e n = número de partidos parlamentares.
Rae, Douglas & Taylor, Michael. The Analysis of Political Cleavages, New Haven: Yale University Press, 1970.

A fracionalização máxima de qualquer parlamento depende do número de cadeiras e do número de partidos nominais e é apurada conforme a fórmula transcrita.

Fragmentação = Índice de Fracionalização/ Índice de Fracionalização máxima.

Conhecido o índice de fracionalização de um parlamento, e o de sua fracionalização máxima, diz-se que a fragmentação partidária varia conforme a menor ou maior proximidade do índice de fracionalização simples do índice de fracionalização máxima. 

Número Efetivo de Partidos = 1/(åpe2), onde pe = percentual de cadeiras ocupadas por cada partido.

- Markko Laakso e Rein Teegapera, “Effective Number of Parties: A Measure with Applications to West Europe”, Comparative Political Studies, 12, n.1 (abril, 1979).  

Quociente Eleitorais:

Quociente  Legal =  Eleitorado/ Número de vagas

Quociente Operacional = (Votos Válidos + Brancos)
                                                       Número de vagas

Obs.: A partir de 1997 os votos brancos não mais fazem parte do cálculo do quociente operacional (Lei nº9504/97)

Quociente Mínimo = Votação do candidato eleito com o menor número de votos na eleição considerada. Por exemplo, na eleição de 1994, para Câmara Federal, o candidato que se elegeu com o menor número de votos obteve 24.160 sufrágios, em Santa Catarina; em 1998, esse quociente foi de 38.310 votos, no estado do Amazonas. 

Santos, Wanderley Guilherme dos. “Representação, Proporcionalidade e Democracia”. Estudos Eleitorais, vol.1, nº1. Brasília: TSE, 1997.

Índice de Competitividade (IC)
: IC =  N    -1      onde,  N = número real candidatos e  W = tamanho da bancada
                                                 2W   

Santos, Wanderley Guilherme dos. “Da Oligarquia à Poliarquia – Competição Eleitoral e Processos “Não-Encarceráveis” ”. Série Estudos, nº95. Rio de Janeiro: IUPERJ/SBI, 1997.

Se o número de candidatos fosse igual ao número de vagas, não haveria competição pelos lugares disponíveis. Minimamente, é necessário que existam dois candidatos para cada vaga, de onde o 2W do denominador, exprimindo a fórmula N/(2W) o número de vezes em que o número real de candidatos é superior ou inferior ao que, normativamente, deveria ser para que se alcançasse o grau mínimo de competitividade. Retirar uma unidade desse resultado permite exigir maior competição entre candidatos para que se classifique uma eleição como altamente competitiva.


Classes de Competitividade:

- Não Competitivas:  
a) Sub-competitiva (negativa)       : IC < 0
b) Competitividade Zero                : IC = 0
c) Competitividade Quase-Zero    : 0 < IC < 0,1
d) Quase-Competitiva                     : 0,1 ≤ IC < O,6

- Competitivas:

a) Baixa Competitividade                   : 0,6 ≤ IC ≤ 1

b)Alta Competitividade                     : IC > 1

Índices de Renovação das Bancadas:

_A) Taxa de Renovação na Composição da Representação Legislativa (Valores Não Ponderados) - Modo 1:

I) Renovação Bruta = (DESIST + DERROT) x 100
                                       (              TOT             )  

Esta fórmula computa o número total de representantes novos em uma legislatura, comparada à composição da legislatura anterior.   


II) Renovação Compulsória = (        DESIST         ) x 100
                                                    (          TOT             )  

Chama-se de renovação compulsória aquele percentual de caras novas que, agregadamente, substituem os representantes da legislatura anterior que não se candidataram à reeleição. 

III) Renovação Líquida
= (        DERROT        ) x 100
                                            ( REEL + DERROT )   

A renovação líquida é composta pelo número de candidatos à reeleição  que foram derrotados sobre o total de recandidatos (derrotados e reeleitos)

  B) Taxas de Renovação na Composição da Representação Legislativa (Valores Ponderados) - Modo 2:

I’) Renovação Bruta = (DESIST + DERROT + #) x 100
                              (                 TOT                )

Mesma interpretação da que é oferecida em I, acima, considerando, ademais, a diferença no número de vagas (#) entre as eleições.

II’) Renovação Compulsória = (            DESIST               ) x 100
                                                      (DESIST + DERROT + #)

Participação percentual da renovação compulsória (por causa de desistência de representantes anteriores) no total da renovação

III’) Renovação Líquida = (             DERROT             ) x 100
                                              (DESIST + DERROT + # )

Participação percentual de renovação líquida (recandidatos derrotados) no total da renovação da representação

IV) Renovação Vegetativa = (                 #                   ) x 100 
                                                
(DESIST + DERROT + #) 

Aumento no número de representantes nas Assembléias estaduais ou na Câmara Federal, por efeito de legislação.

V) Conservação = (            REELEIT        ) x 100   
                               
(DERROT + REELEIT)

Exprime a percentagem dos reeleitos no total de recandidatos

Santos, Wanderley Guilherme dos. “Da Oligarquia à Poliarquia? Eleições e demanda por renovação parlamentar”. Sociedade e Estado, Vol.XII, nºI, jan-jun 1997

 Onde:

Reeleit = número de deputados reeleitos;

Derrot = número de deputados derrotados;

Desist = número de deputados que desistiram de concorrer ao cargo;

Tot = número de vagas para deputados em cada estado;

#
= variação do número de vagas entre as eleições respectivas.

Índice de Dissimilaridade:

             Dadas duas distribuições de valores percentuais, por exemplo:

País A = 30%; 30%; 20%; 20% (em gastos com administração, defesa, economia e sociais, respectivamente); e
País B = 20%; 20%; 30%; 30%
calculam-se as diferenças absolutas, soma-se e divide-se por 2.
(30-20)  +  (30-20)  +  (20-30)  +  (20-30) = 10 + 10 + 10 + 10 = 40 / 2 = 20%
20% significa o quanto um país teria que mudar na estrutura de seus gastos para se tornar morfologicamente similar ao outro.

              Conversamente, 1 - diferença = índice de similaridade, ou seja, o quanto os dois países já estão morfologicamente
similares. No caso 1 - 0,20 = 0.8%. O arquivo de dados agora editado foi constituído ao longo dos últimos quatro anos, contando com exclusivo suporte do Conjunto Universitário Cândido Mendes. Contribuíram para sua existência, em alguma parte do trabalho, Simone Cúber Araújo, Robert Pinto, Giovana Linhares e Rogério Schmitt. A última revisão dos dados foi cuidadosamente executada por Fabrícia Guimarães, minha atual assistente de pesquisa. Ana Maria Lustosa Caillaux, Cláudio Roberto de Faria e Marina Vivas foram responsáveis pela disposição eletrônica do Almanaque. Sheila Sandes, outra vez, organizou e velou pelo bom andamento do cotidiano. Sou grato a todos.

Wanderley Guilherme dos Santos


SIGLAS – PARTIDOS (ano de legalização-extinção)

1945 - 1965

MTR – Movimento Trabalhista Renovador (1960-1965)

PC do B – Partido Comunista do Brasil (1962-1965)  

PDC – Partido Democrata Cristão (1945-1965)

PL – Partido Libertador  (1945-1965)
PPS – Partido Popular Sindicalista (1945-1946)

PR – Partido Republicano (1945-1965)

PRP – Partido de Representação Popular (1945-1965)

PRT – Partido Republicano Trabalhista (1948-1958)

PSB – Partido Socialista Brasileiro (1947-1965)

PSD – Partido Social Democrático (1945-1965)

PSP – Partido Social Progressista (1946-1965)

PST – Partido Social Trabalhista (1947-1965)

PTB – Partido Trabalhista Brasileiro (1945-1965)

PTN – Partido Trabalhista Nacional (1945-1965)

UDN – União Democrática Nacional (1945-1965)

 
1966 – 1979
 
ARENA – Aliança Renovadora Nacional (1966-1979)

MDB – Movimento Democrático Brasileiro (1966-1979)
 

1980-1998
PDC – Partido Democrata Cristão (1985-1993)
PDS – Partido Democrático Social (1980-1993)
PDT – Partido Democrático Trabalhista (1980- )
PFL – Partido da Frente Liberal (1985- )
PL – Partido Liberal (1985- )
PMB – Partido Municipalista Brasileiro (1985-1990)
PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro (1980- )
PMN – Partido da Mobilização Nacional (1985- )
PN – Partido Nacionalista (1985-1990)
PP – Partido Progressista (1993-1995)
PPB – Partido Progressista Brasileiro (1995- )
PPR – Partido Progressista Reformador (1993-1995)
PPS – Partido Popular Socialista (1992- )
PRONA – Partido de Reedificação da Ordem Nacional (1989- )
PSB – Partido Socialista Brasileiro (1985- )
PSC – Partido Social Cristão (1985- )
PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira (1988- )
PSL – Partido Social Liberal (1994- )
PST – Partido Social Trabalhista (1989-1993; 1996- )
PT – Partido dos Trabalhadores (1980- )
PTB – Partido Trabalhista Brasileiro (1980- )
PT DO B – Partido Trabalhista do Brasil (1989- )
PTRB – Partido Trabalhista Renovador Brasileiro (1993- )
PV – Partido Verde (1988- )

BIBLIOGRAFIA - BRASIL

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Anuário Estatístico do Brasil, 1975. Rio de Janeiro: IBGE.

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TSE, Dados Estatítiscos. Vol. 4. Eleições Federais e Estaduais realizadas no Brasil em 1958 e em confronto com eleições anteriores. 1966.

TSE, Dados Estatítiscos. Vol. 5. Eleições Federais e Estaduais realizadas no Brasil em 1960, e em confronto com anteriores. 1966.

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Elaboração: LEEX