Centro de Estudos Afro-Asiáticos - [CEAA]
Praça Pio X, nº 7 - 10º andar - Centro - RJ
Tel.: (21) 25167405 - ramal 7453
E-mail.: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Responsável: Prof. Dr. Jacques d’Adesky
Unidade: Centro - Pio X

Atividades Desenvolvidas
O CEAA originou-se de forma singular ao dar continuidade ao Instituto Brasileiro de Estudos Afro-Asiáticos (IBEAA) criado em 1961, quando o professor Candido Mendes exercia a função de Chefe da Assessoria Internacional da Presidência de Jânio Quadros, voltando seu olhar para os novos países independentes da África, e que tendo sido extinto ainda em 1964, durante o Regime Autoritário no Brasil, foi retomado na UCAM em 1973, tendo sido nomeado como seu primeiro Vice-Diretor Executivo, o africanista José Maria Nunes Pereira. Em 1986, o reconhecido pesquisador das Relações Raciais no Brasil, Carlos Hasenbalg assumiu o CEAA, seguindo-se em 1996, no mesmo papel, o economista Beluce Bellucci, que viveu e escreveu sobre Moçambique. Estes três períodos correspondem a diferentes ênfases nas prioridades do Centro de Estudos, desde os estudos relativos à África, a “parte externa”, até a “parte interna devida “a necessidade de aprofundar o estudo da identidade afro-brasileira” (Cândido Mendes, 1991). Em 2012, o CEAA foi vinculado ao Programa de Pós-Graduação do IUPERJ, tendo tido por coordenadora a professora Nanci Valadares. Ao longo de mais de 40 anos de história, o CEAA dedicou-se a inúmeras atividades como a pesquisa, o intercâmbio com países africanos, as missões acadêmicas internacionais, a formação de estudantes em cursos de extensão e pós-graduação, merecendo do grande africanista francês René Pelissier, após visitar dezenas de instituições em todo o mundo, o testemunho de que a conscientização realizada pelo CEAA acerca do Continente Africano e do impacto de sua diáspora consistia numa marca indelével para o futuro do Africanismo Brasileiro. Tem recebido apoio de instituições como o Ministério de Ciência e Tecnologia, CNPq, CAPES, Fundação Ford, FINEP, FAPERJ e Secretaria de Educação do Governo do Estado do Rio de Janeiro, entre outros. Impõe-se a constatação de que o acervo bibliográfico sobre a África e a Afrobrasilidade pertencente ao IUPERJ constitui a maior biblioteca especializada do Rio de Janeiro sobre o assunto, e talvez de todo o Brasil. A esse acervo somou-se a doação de 2.000 livros raros ao CEAA, incluindo Atlas e outras referências documentais de grande valor para a pesquisa primária, outorgada ao CEEA em 2011 pela ONG ComÁfrica, por Israel Blajberg em nome de seus pais Jennifer e Salomon Blajberg, material indissociável das atividades de pesquisa e ensino presencial a que o CEEA dedicou-se durante sua longa história.

REVISTA
No cerne dessa história, ressalta a importância da revista do CEAA, “Estudos Afro- Asiáticos” que completará mais de 35 anos em 2014 quando se planeja lançar ao público acadêmico e ao público em geral, e sob orientação do professor Jacques d’Adesky, um memorial de seu papel, e de sua função na formação acadêmica efetuada no Brasil, na África e em diversos centros especializados internacionais. Dentre os autores que publicaram nos “Estudos Afro-Asiáticos” podemos mencionar: Alba Zaluar, Amauri Pereira, Alejandro Frigerio, Beatriz Mamigonian, Carlos Hasenbalg, Caetana Maria Damasceno, Carlos Lopes, César Guimarães, Colin Darch, Daniel Aarão Reis Filho, Edson Borges, Edward Telles, Fernanda Felisberto, Fernando Augusto Albuquerque Mourão, Fernando Rosa Ribeiro, Giralda Seyferth, Hebe Castro, Haroldo Costa, João José Reis, Joel Rufino dos Santos, José Luis Petruccelli, José, José Murilo de Carvalho, Keila Grinberg, Luis Werneck Viana, Luisa Lobo, Nelson do Valle Silva, Nei Lopes, Octávio Ianni e Rosana Heringer.

PESQUISAS EM DESENVOLVIMENTO
• Marcos Teixeira de Souza
Lattes: http://lattes.cnpq.br/9882372129740761
Título: “Pomitafro: uma cidade chamada Vila Pavão (ES) nas fronteiras de sua etnicidade”.
Tendo como pano fundo uma sociologia brasileira que perfila a questão étnico-racial como estruturante e estrutura nas relações sociais, discutindo a tríade étnica (indígena, europeu e africano) no país, nossa pesquisa se volta para pensar, tendo como escopo as teorias da etnicidade, outra tríade, presente na cidade de Vila Pavão (ES): pomeranos, ítalo-brasileiros e afrodescendentes, que ensejou na década de 80 a criação de uma festa étnica: a Pomitafro, visando a integração de etnias.

• João Marcelo F. J. de Araujo
Lattes: http://lattes.cnpq.br/7871737435313588
Título: “Os novos atores da Política Externa Brasileira: A Cooperação Técnica da Embrapa
na África”.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é, atualmente, uma referência mundial de conhecimento e tecnologia na área de agricultura tropical. O seu posicionamento destacado lhe garante demandas dos países em desenvolvimento para o seu apoio na elaboração e aperfeiçoamento de produções agrícolas. Nesta pesquisa estudaremos a importância da Embrapa como um ator da política externa brasileira para a África, adotada pelo governo Lula.

• Júlia Lorêdo Pereira Leite
Lattes: http://lattes.cnpq.br/4332444822514330
Título: “PMA e estratégias africanas sobre segurança alimentar – relação de
Interdependência: integração, cooperação ou hierarquização?”.
A pesquisa envolve as interações entre programas nacionais e programas de organizações internacionais, como a ONU, voltados para a segurança alimentar em três países africanos (Etiópia, Moçambique e Sudão do Sul). A ideia é mostrar possíveis padrões de interação entre os projetos governamentais e as estratégias de combate à insegurança alimentar do Purchase for Progress (P4P), do Programa Mundial de Alimentos.


COORDENAÇÃO
O Centro de Estudos Afro-Asiáticos e a edição dos “Estudos Afro-Asiáticos” estão, desde janeiro de 2014, a cargo de Jacques d’Adesky, doutor em ciências sociais pela Universidade de São Paulo, diplomado pelo Instituto de Países em Desenvolvimento e licenciado em ciências econômicas pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica). Trabalhou como funcionário internacional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na República Centro-Africana. Trabalhou como coordenador e vice-diretor administrativo do Centro de Estudos Afro-Asiáticos (1979-1986), assim como assessor internacional do Centro Cultural Candido Mendes (1989-1992). Trabalhou como coordenador do Programa Sul-Sul do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), Argentina (2008-2009). Atualmente, ele é membro do Advisory Board da Africana: The Encyclopedia of the African and African American Experience da Oxford University Press, bem como é professor do IUPERJ, coordenador geral do curso de Relações Internacionais da UNESA e pesquisador visitante na Universidade Laval, Canadá. No campo social, foi presidente do Centro Brasileiro de Documentação do Artista Negro (CIDAN), conselheiro do Grupo Cultural Olodum e membro do Comitê Diretor da ONG Conectas Direitos Humanos, em São Paulo.

| Voltar |