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Para comunicar é preciso primeiramente
perceber e aprender. Como seres humanos,
percebemos por meio do fluxo de informações
que recebemos através de nossos
cinco sentidos: visão, audição,
olfato, tato e paladar. No entanto,
organizamos estas informações
sensoriais de maneira individual. Cada
pessoa decodifica as informações
percebidas de acordo com um sem número
de fatores. Da mesma maneira, embora
vivamos hoje uma comunicação
globalizada, a mesma é decodificada
por grupos de pessoas que percebem esta
comunicação de acordo
com a cultura de seu país. "Pensar
globalmente e agir localmente"
já padronizou-se para a maioria
das empresas que trabalham com marcas
internacionais. Pouquíssimas
são as marcas mundiais. Coca-cola,
por exemplo, segundo o Vice-Presidente
da Coca-Cola no Brasil, Fernando Mazzarolo,
transcendeu qualquer barreira geográfica
e tem uma percepção de
marca no mundo. E ainda assim , justamente
porque se preocupa com o entendimento
do mercado local, procura aproximar
a marca dos seus consumidores veiculando
imagens próximas da realidade
de cada povo nas suas campanhas. Não
basta que a linguagem seja clara. Não
é suficiente que pesquisas de
mercado sejam feitas, visando antecipar
o comportamento de compra de um determinado
mercado. É preciso entender e
aprender a formação histórica
e cultural de um povo e de um país
para poder comunicar-se com ele.
Criar uma campanha de mídia
impressa de um café ou chá
onde um dos figurantes senta-se de pernas
cruzadas apontando um pé em direção
à uma pessoa ao seu lado seria
um erro de comunicação
fatal na Tailândia, por exemplo,
onde o pé é considerado
sujo. Tocar a cabeça de uma criança
que não seja sua na Malásia,
jamais... Três beijinhos na bochecha
é o cumprimento na França.
Na Alemanha, a intensidade do aperto
de mão na Alemanha varia conforme
o interesse naquela determinada introdução.
O número cinco é um número
de azar no Marrocos ( nada de marcas
com o número cinco então).
O mesmo acontece com o treze nos Estados
Unidos, onde grande numero de prédios
e assentos de companhias aéreas
passa do 12º para o 14º andar.
Há controvérsias
"O mundo está se tornando
um mercado comum no qual as pessoas,
independentemente de onde morem, desejam
o mesmo produto e o mesmo estilo de
vida. Empresas globais tem de esquecer
diferenças idiossincráticas
entre países e culturas e se
concentrar em satisfazer seus impulsos
universais", disse o prestigiado
Professor da Harvard Teodore Levitt
em um artigo da Harvard Business Review.
Desta forma, segundo ele, as empresas
focalizam suas semelhanças nos
mercados mundiais e economizam com a
padronização de produção,
distribuição, marketing
e distribuição, o que
seria traduzido para o consumidor em
produtos de melhor qualidade a preços
menores. A informação
está disponível globalmente.
Mas se o produto e a comunicação
do mesmo ao mercado forem padronizadas,
não atingiram a alma de um povo.
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