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Aonde estão os preceitos e valores
da geração anterior para
seus filhos adolescentes/jovens?
Percebemos que hoje, talvez por motivos
da sociedade capitalista, observamos
adolescentes e jovens ingressar bem
mais cedo do que o previsto para a classe
média, no mercado de trabalho.
Jovens procurando se capacitar em diversos
idiomas, informatizados, informados,
ágeis... Mas mesmo assim falta
algo: os valores e atitudes que os adultos
faziam questão de demonstrar
para os filhos como respeito, solidariedade,
comunhão, diálogo... e
aí? Quem ficou com este papel?
O cotidiano escolar aponta-nos que a
família deposita na escola este
papel secular. Por que os pais estão
terceirizando a Educação?
A perpetuação dos valores
da família, do elo, do afeto,
da troca, da sociabilidade... podem
ser acrescidos na dinâmica escolar,
no que tange à interdisciplina,
mas "cadê" a família?
Aquela que cultuava e cultivava hábitos
importantes, segredos das gerações,
peculiaridades de cada brasão?
A interação família-escola
se dá nesta constância
e importante troca diária: sentar
com seus filhos à mesa, conversar
sobre temas polêmicos, questionar
sobre as experiências cotidianas,
manter aberto o elo de afetividade e
confiança... estes princípios
básicos da família não
precisam e não podem ser supridos
na escola, na educação
curricular, mas sim no âmbito
familiar. É a família
responsável pelos primeiros princípios
que servem de base para a construção
integral de cada adolescente/jovem.
Sem este começo respaldado na
ética, no diálogo, na
compreensão, na valorização
diária das experiências
e amadurecimento de cada um, o adolescente/jovem
cresceria sem referencial, sem exemplo,
sem modelo. Imagine um adulto sem memória
viva de pessoas que influenciaram seu
crescimento, seu desempenho, suas escolhas
na vida.
Resgate creio seja a palavra chave para
este momento crítico. Resgate
da memória dos avós, aquelas
experientes pessoas com quem por muitas
vezes não conversamos. Resgate
dos pais, estas pessoas que muitas vezes
acreditamos ser alguém com métodos
ultrapassados. Resgate da integração
das gerações unificada
na palavra família.
Família que soa e ressoa como
algo novo dentro de experiências
diferenciadas, mas que com esforço
de cada um poderá ser resgatada.
E para isso não precisa terceirizar
a Educação, pois esta
educação familiar não
há como a escola abarcar, pois
é particular, única e
preciosa.
A escola? Já há tantas
outras questões que são
incumbidas a ela. A escola precisa da
união da família, não
da sua dependência ou omissão.
Viva a Big Family Brasil!
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