"Vivemos uma época decisiva neste início de milênio, temos pela frente um momento difícil e doloroso e ao mesmo tempo estimulante e fascinante. Dolorosa porque estamos sofrendo as conseqüências de erros cometidos e acumulados no decorrer de décadas, fascinante por que temos a possibilidade de reverter essa situação mudando o nosso comportamento pela transformação de nossos hábitos. Quando aprendemos com os nossos erros voltamos a nossa atenção aos valores que estão adormecidos em nossa alma. "

Dino Freire
Mestrando em Ciências Pedagógicas
Professor de Biologia da Escola Técnica Candido Mendes

 
ARTIGO

A própria natureza está em desequilíbrio, vimos vários acidentes ecológicos provocados por simples falha humana, além da banalização do sexo e do aumento dos índices de violência urbana etc..
A deturpação de valores humanos observados pela identificação quase obsessiva pelo corpo perfeito, em detrimento de nossa natureza divina. Jovens procurando saciar seus desejos de consumo incontroláveis, vícios de toda ordem, intolerância, comodismo etc...

A falta de amor, gera uma série de valores deturpados, ocasionando uma deformação social grave. Outro fator seria a desagregação familiar, onde as pessoas convivem em um mesmo espaço, e não se relacionam verdadeiramente, isso reflete a perda de nossos valores reais.

Sendo assim, o caminho mais adequado de acelerar o processo de demolição dos sistemas sociais falidos e ultrapassados, consiste em tornar a educação um processo de despertar talentos e competências pelo contato com as diferentes formas de pensar, sentir e aprender.

A nova educação deve liberar as capacidades do corpo e da alma. Os métodos educacionais tradicionais de um modo geral não dão ênfase nos valores seculares, pois estavam preocupados com uma infinita lista de conceitos e definições estéreis - "concepção bancária do ensino", Paulo Freire, 1987.

A questão colocada em discussão relata que a educação deve ser capaz de construir valores resgatando nossa identidade política, cultural e histórica.

As novas condições existentes na sociedade, exigem que escolas, professores, alunos e pais, reformulem antigos hábitos, utilizando a criatividade, ampliando a consciência para encontrar as soluções dos problemas educacionais existentes. Hoje sabemos que é preciso refletir sobre os valores universais e estimular, a auto-análise, auto-descoberta, auto-crítica, cooperação, honestidade, solidariedade, espírito de pesquisa.

Cada jovem deverá ser conduzido para responder aos estímulos e desafios externos e internos, resgatando a alegria de apreender, e contribuindo assim para a formação de homens e mulheres livres de preconceitos e rótulos e eternos aprendizes.

 

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