"Nesta última década as empresas brasileiras vem atravessando um período de profundas transformações. As estratégias de atuação, as formas de organização e principalmente as vantagens competitivas buscadas pelas empresas não são mais as mesmas. A geração e o acúmulo de riquezas, priorizados pelo modelo capitalista tradicional, agora são encarados como uma conseqüência da obtenção, desenvolvimento e disseminação da informação e do conhecimento. O binômio informação - conhecimento passa a ser caracterizado como uma das principais vantagens competitivas a serem buscadas pelas empresas."

José Loureiro
Consultor
Professor de Administração e Contabilidade Gerencial
Escola Superior Candido Mendes

 
ARTIGO

Na procura por esta vantagem competitiva as empresas estão cada vez mais diferenciando-se pela sua capacidade de adaptação, e pela geração rápida de respostas às constantes mudanças nos fatores que influenciam o mercado no qual atuam. Esta capacidade, invariavelmente, passa pelo grau de aprendizagem demonstrado pelo seu capital humano, essencialmente, àqueles responsáveis pelo processo de gestão dentro das empresas.

Muitos gestores intermediários foram eliminados das estruturas organizacionais em conseqüência dos processos de downsizing, terceirização, reengenharia ou apenas substituídos pela alta tecnologia dominante. A verdade é que estes gestores não se prepararam para esta nova realidade, que surgia rapidamente. Agora, para que eles possam sobreviver, e tentar até desenvolver-se neste novo cenário, terão que superar metas cada vez mais exigentes, submetendo-se constantemente à processos de avaliação de desempenho e de competências, o que torna essencial a necessidade de desenvolvimento contínuo das suas capacidades gerenciais.

É neste momento que as universidades especializadas em negócios deveriam assumir o seu papel na preparação destes gestores, formando profissionais que, além dos conhecimentos específicos necessários ao desempenho das atribuições gerenciais, tivessem uma visão ampla da atuação da empresa, sendo orientados para a ação e capazes de agir com integridade, determinação, mas não se esquecendo dos aspectos culturais, éticos e de responsabilidade social, de suma importância à formação de profissionais conscientes e atuantes.

Para cumprir adequadamente esta missão, faz-se necessário uma reformulação da abordagem tradicional, e principalmente do processo de ensino-aprendizagem adotado pelas universidades, visando torná-las aptas a lidar com alunos portadores de vivência pessoal e profissional, que obrigatoriamente devem ser consideradas pelos professores em sala de aula. Os planos de estudos devem ser inovadores e voltados para as necessidades práticas de aprendizado, os estudos de casos de empresas (adaptados a nossa realidade), a pesquisa e a diversidade devem ser priorizadas.

O corpo docente deve ser dotado de experiência profissional relevante, já que a troca de experiências entre professores e alunos deve ser encarada como peça fundamental no enriquecimento curricular, além de estar comprometido com o trabalho em equipe e com o desenvolvimento dos alunos também como indivíduos. Os cursos devem ser reestruturados, visando fornecer retorno mais rápido aos anseios dos alunos, possibilitando a sua completa reinserção neste novo mercado de trabalho e a manutenção de sua empregabilidade.

Mas não basta limitar-se a atuar dentro de suas dependências. Para que o objetivo de desenvolvimento contínuo seja alcançado, as universidades devem buscar parcerias com as empresas, formulando programas específicos de treinamento e desenvolvimento gerencial completamente moldados às necessidades de cada uma delas, transformando-se em verdadeiros centros de referência e excelência gerencial.

 

BUSCA

 

© 2001-2003 Copyright Escola Superior Candido Mendes. Melhor visualizado em 800X600