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Na procura por esta vantagem competitiva
as empresas estão cada vez mais
diferenciando-se pela sua capacidade
de adaptação, e pela geração
rápida de respostas às
constantes mudanças nos fatores
que influenciam o mercado no qual atuam.
Esta capacidade, invariavelmente, passa
pelo grau de aprendizagem demonstrado
pelo seu capital humano, essencialmente,
àqueles responsáveis pelo
processo de gestão dentro das
empresas.
Muitos gestores intermediários
foram eliminados das estruturas organizacionais
em conseqüência dos processos
de downsizing, terceirização,
reengenharia ou apenas substituídos
pela alta tecnologia dominante. A verdade
é que estes gestores não
se prepararam para esta nova realidade,
que surgia rapidamente. Agora, para
que eles possam sobreviver, e tentar
até desenvolver-se neste novo
cenário, terão que superar
metas cada vez mais exigentes, submetendo-se
constantemente à processos de
avaliação de desempenho
e de competências, o que torna
essencial a necessidade de desenvolvimento
contínuo das suas capacidades
gerenciais.
É neste momento que as universidades
especializadas em negócios deveriam
assumir o seu papel na preparação
destes gestores, formando profissionais
que, além dos conhecimentos específicos
necessários ao desempenho das
atribuições gerenciais,
tivessem uma visão ampla da atuação
da empresa, sendo orientados para a
ação e capazes de agir
com integridade, determinação,
mas não se esquecendo dos aspectos
culturais, éticos e de responsabilidade
social, de suma importância à
formação de profissionais
conscientes e atuantes.
Para cumprir adequadamente esta missão,
faz-se necessário uma reformulação
da abordagem tradicional, e principalmente
do processo de ensino-aprendizagem adotado
pelas universidades, visando torná-las
aptas a lidar com alunos portadores
de vivência pessoal e profissional,
que obrigatoriamente devem ser consideradas
pelos professores em sala de aula. Os
planos de estudos devem ser inovadores
e voltados para as necessidades práticas
de aprendizado, os estudos de casos
de empresas (adaptados a nossa realidade),
a pesquisa e a diversidade devem ser
priorizadas.
O corpo docente deve ser dotado de experiência
profissional relevante, já que
a troca de experiências entre
professores e alunos deve ser encarada
como peça fundamental no enriquecimento
curricular, além de estar comprometido
com o trabalho em equipe e com o desenvolvimento
dos alunos também como indivíduos.
Os cursos devem ser reestruturados,
visando fornecer retorno mais rápido
aos anseios dos alunos, possibilitando
a sua completa reinserção
neste novo mercado de trabalho e a manutenção
de sua empregabilidade.
Mas não basta limitar-se a atuar
dentro de suas dependências. Para
que o objetivo de desenvolvimento contínuo
seja alcançado, as universidades
devem buscar parcerias com as empresas,
formulando programas específicos
de treinamento e desenvolvimento gerencial
completamente moldados às necessidades
de cada uma delas, transformando-se
em verdadeiros centros de referência
e excelência gerencial.
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