"Não é de hoje que ouvimos falar em alavancar as exportações brasileiras, criar regras mais claras, transparentes e seguras, reduzir custos na importação, reduzir o custo Brasil .... enfim se houve muito falar, porém o que se têm feito efetivamente para que nosso quadro de comércio possa mudar de cinza para verde como os canais de parametrização. Participando e atuando de forma efetiva nesse setor verifico que o que poderia contribuir muito para a alavancagem das exportações e redução dos custos nas importações brasileiras seria tratar esta matéria tão complexa como um ser que tivesse um único corpo, ou seja, tratá-lo de forma integrada pois no comércio exterior uma coisa não funciona sem a outro, é como o nosso corpo humano."

Olinda Marinho Heim
Professora de Legislação Aduaneira da Escola Superior Candido Mendes

 
ARTIGO

Vamos abordar algumas disciplinas que tratam do comércio exterior: sistemática, marketing internacional, logística, legislação aduaneira, regulação do comércio internacional, cambio e pagamentos internacionais. Para que uma empresa realmente tenha algum ganho em suas operações de importação e exportação é imprescindível o conhecimento da integração que um serviço terá com outro, não se pode por exemplo querer fabricar um produto para exportação nos mesmos moldes que se faz para venda no mercado interno, é necessário que as empresas conheçam os trâmites e exigências para a fabricação do produto de acordo com as exigências feitas pelo mercado consumidor internacional, ou seja temos que fabricar produtos que atendam as exigências de determinado país e muitas vezes temos que adequá-lo para entrada em outros mercados. As empresas que desejam exportar ou importar deverão se cadastrar no Registro de Importadores e Exportadores (REI) e se habilitarem ao Cisquemos - Sistema Integrado de Comércio Exterior. Após essa providência, o primeiro passo é avançar para uma pesquisa mercadológica para se conhecer o mercado almejado e verificar se temos condições de produzir e atender a demanda, faz-se mister dissecar o mercado que pretendemos penetrar. De que forma podemos dissecar este mercado? Por meio de pesquisas pode-se avaliar qual o produto mais adequado para aquele mercado, levantar possíveis compradores, preços do produto no mercado internacional, formas de apresentação do produto, embalagem, rotulagem, anuências para acesso etc...,. O segundo passo é, partindo do produto selecionado para exportação levantar a classificação fiscal do mesmo (NCM/SH) por meio da descrição detalhada. Existem diversos sites no Brasil e no exterior que nos possibilitam fazer pesquisas apuradas. Deve-se ainda, ter conhecimentos dos Incoterms que são os 13 termos que irão definir onde começa e onde termina a responsabilidade do comprador e do vendedor. Depois, verificar qual o modal mais adequado, se aéreo, marítimo ou terrestre. A escolha do modal, além de depender do produto, vai depender também da urgência (tempo) e da localização geográfica, devem ser selecionados alguns transportadores para se fazer a cotação e se chegar ao preço mais adequado. O terceiro passo é saber quais as regras de saída do território nacional para aquele produto, ou seja, podemos por meio da NCM/SH do produto, levantar todas as anuências, se houverem. Essas verificação permite levantar antecipadamente a documentação necessária e exigida e assim facilitar o envio do produto de um origem ou procedência para um determinado destino. É importante observar também se para aquele produto e para o lugar onde está sendo exportado existe algun acordo de complementação econômica ou outro acordo para obtenção de margens de preferência.

Uma dica importante é tentar planilhar toda a operação antecipadamente, com todos os custos envolvidos tanto na saída do produto, quanto na sua entrada no destino selecionado pois através dela podemos verificar onde podemos reduzir custos e ainda verficar se estamos obtendo ganho ou prejuízo nas nossas operações.

 


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