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"Ao
contrário da maioria das instituições
que desenvolvem os seus cursos reunindo um
grupo de professores, assumindo que sabem
o que o mercado de trabalho precisa, a ESCM
desenvolve os seus cursos de mãos dadas
com as empresas. Partimos de uma proposta
preliminar de currículo (grade curricular)
e perfil de profissional a ser formado, convidamos
empresas do setor, desde o nível hierárquico
de direção e gerência
até os cargos envolvidos na formação
do curso. Estão participando executivos
das Lojas Americanas, Mr Cat, Folic, H.Stern,
Arezzo, Brascan, Fabritcatto, dentre outros.
"
Antonio Luiz M. Almeida Jr.
Diretor da Escola Superior Candido Mendes
Universidade Candido Mendes
E-mail: aluizjr@candidomendes.edu.br
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Varejista:
A Escola Superior
Cândido Mendes está oferecendo
a seus alunos de pós-graduação
o curso Gestão de Varejo. Quando
surgiu o curso? Como foi concebido?
Antonio Luiz:
O curso de Pós-graduação
em Gestão de Varejo surgiu no
final de 1999. Lançamos a primeira
turma em 2000 e agora partimos para
a segunda turma em 2001. Não
gostamos de atropelar o desenvolvimento
de um curso, pois entendemos que sua
concepção e ajustes normais
perante as necessidades do mercado de
trabalho são vitais para a construção
de um curso excepcional. O curso foi
concebido desde o início para
atender especificamente ao setor varejista.
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Varejista:
Em que a ESCM se baseou
para formatar a estrutura e as disciplinas
do curso?
Antonio Luiz:
Ao contrário
da maioria das instituições
que desenvolvem os seus cursos reunindo
um grupo de professores, assumindo que
sabem o que o mercado de trabalho precisa,
a ESCM desenvolve os seus cursos de mãos
dadas com as empresas. Partimos de uma
proposta preliminar de currículo
(grade curricular) e perfil de profissional
a ser formado, convidamos empresas do
setor, desde o nível hierárquico
de direção e gerência
até os cargos envolvidos na formação
do curso. Estão participando executivos
das Lojas Americanas, Mr Cat, Folic, H.Stern,
Arezzo, Brascan, Fabritcatto, dentre outros. |
Varejista:
Quantas matrículas
ocorrem a cada ano? São concedidas
bolsas de estudo?
Antonio Luiz:
Pela nossa preocupação
constante com a qualidade, não
trabalhamos com a filosofia da quantidade.
Neste sentido, desenvolvemos duas, no
máximo, três turmas anuais.
São no máximo 35 vagas por
turma. Não concedemos bolsas de
estudo; temos, entretanto, alguns convênios
e parcerias com empresas (pessoa jurídica)
que podem culminar em alguns percentuais
de bolsa. |
Varejista:
Qual o perfil do aluno
que procura o curso? Ele atua exclusivamente
no varejo?
Antonio Luiz:
Uma das nossas preocupações
é a adequada formação
da turma. Realizamos um processo seletivo
composto de análise curricular
e entrevistas individuais, buscando o
balanceamento das turmas. O perfil é
de pessoas que ocupam cargos gerenciais
de grandes organizações
varejistas e/ou pequenos e médios
proprietários de empresas varejistas.
Em média, mais de 70-80% dos alunos
de uma turma se compõem de pessoas
com forte experiência profissional
no setor. Os outros 20-30% são
de pessoas que precisam de melhor embasamento
varejista, pois mudaram recentemente de
atividade. |
Varejista:
Quais as funções
e responsabilidades o aluno poderá
adquirir após o curso?
Antonio Luiz:
A maioria dos
alunos já atua no setor e aprendeu
no dia-a-dia, com os erros, acertos e
inseguranças pertinentes. A entrevista
de seleção, entre outras
coisas, objetiva entender as expectativas
dos alunos com a conclusão do curso,
o que querem conquistar? O que esperam?
A maior parte das respostas diz respeito
à necessidade de embasamento teórico.
Após este curso, os alunos poderão
ocupar cargos gerenciais ou superiores
em qualquer empresa varejista. |
Varejista:
Quanto a Pós-graduação
em Gestão de Varejo agrega valor
ao curriculum do profissional? O varejo
ainda acredita que só se aprende
"na prática"?
Antonio Luiz:
Concordo plenamente
que ainda existe uma boa parcela do setor
que pensa mais na prática e experiência
do que no conhecimento acadêmico,
entretanto, quando os cenários
se modificam, quando as fórmulas
do passado não mais funcionam,
o que eles procuram? Respostas milagrosas?
Buscam, essencialmente, melhor formação
e conhecimento para poder responder aos
desafios dos novos tempos. Eu diria que
essa visão já mudou. Os
empresários que surgiram atrás
do balcão e conquistaram enorme
sucesso por seus próprios méritos
estão ficando na estrada. Para
quem atua no setor varejista, no corpo
gerencial de uma empresa, um diploma de
pós-graduação já
virou pré-requisito. Um curso de
MBA no Brasil visa, sobretudo, propiciar
a troca de experiências, atualização
de conhecimentos e especialização.
Quem não buscar este tipo de desenvolvimento
estará fora do mercado em alguns
anos. |
Varejista:
Quais instituições
concorrem com a ESCM na formação
específica para o varejo?
Antonio Luiz: Temos
a Coppead, uma vez que o IBMEC já
modificou substancialmente o seu curso.
No entanto, tenho convicção
em afirmar que o curso da ESCM não
tem concorrentes hoje, pois alia a experiência
profissional e acadêmica do seu
corpo docente com a experiência
de uma instituição que tem
98 anos de atuação educacional.
Além disto, agrega toda a credibilidade
e participação fundamental
de renomes do setor varejista, por intermédio
do Conselho Empresarial montado exclusivamente
para este curso. Os conselheiros opinam,
questionam, participam efetivamente da
proposta. Somamos estas variáveis
a uma proposta de investimento no curso
altamente viável para os profissionais
do setor. |
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Varejista:
O curso apresenta diferenciais em
relação ao que já
existe?
Antonio Luiz:
Sim, os principais diferenciais deste
curso são:
:: O
fato de estar absolutamente em sintonia
com as necessidades do mercado de trabalho;
:: Existência
e atuação direta de um
Conselho Empresarial altamente representativo
do setor varejista,
voltado, exclusivamente, para o curso;
:: Corpo
Docente com muita experiência
profissional no setor varejista e especialistas
nas suas
áreas de atuação,
além da impecável formação
acadêmica;
:: Coordenação
e participação de pessoas
com expertise no setor varejista e experiência
educacional e profissional;
:: Infra-estrutura
condizente para o estímulo do
ambiente de ensino;
:: Posicionamento
de preço pensado com base na
realidade do setor varejista, ou seja,
o curso
é bastante acessível para
a maioria do corpo gerencial;
:: Atuação
de divulgação do curso
diretamente nas organizações,
mais do que uma venda via jornal.
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Varejista:
O curso é uma iniciativa exclusiva
da ESCM? Há patrocínio de
empresas privadas?
Antonio Luiz:
É uma iniciativa exclusiva da ESCM,
abertos às possíveis parcerias
com o objetivo de aumentar a oferta de
serviços para nossos alunos. Ainda
persistem inúmeras barreiras culturais
e econômicas segundo a ótica
das empresas, para que se lancem em parcerias
produtivas do ponto de vista acadêmico.
É algo a ser incentivado cada vez
mais. Estando de mãos dadas o setor
educacional e as organizações,
os alunos e futuros empregados dessas
empresas só têm a ganhar.
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Varejista:
Como o Sr. vê a profissionalização
do varejo no Brasil? E em comparação
com os países desenvolvidos, em
que patamar estaríamos?
Antonio Luiz:
Eu diria que o Brasil está
engatinhando na profissionalização
do setor varejista. As grandes empresas
investem muito mais e têm mais preocupação
nas pessoas e processos, visando um salto
qualitativo. Entretanto, na grande maioria,
são pequenas e médias empresas
varejistas, empresas familiares. São
poucas as que realmente possuem afinidade
com o setor e com os negócios.
É um setor que no Brasil, após
o Plano Real, parou de ganhar dinheiro
com os juros e os constantes acertos de
preços e se viu obrigado a investir
na eficiência, na qualidade das
pessoas, no atendimento, nos serviços
diferenciados, etc. Em relação
aos países desenvolvidos, estamos
muito atrasados e precisando recuperar
o tempo perdido, quando se ganhava dinheiro
dormindo. Precisamos correr atrás
do prejuízo. Isto se consegue,
sobretudo, com o desenvolvimento das pessoas,
com educação. |
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