| Avaliação da Aprendizagem |
| Mídia, Política e Educação | ||
| Imaginação, Arte e Cultura |
| Educação Ambiental | ||
| Escola e Produção de Subjetividades |
| Sexualidade e Saúde | ||
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Avaliação da Aprendizagem
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COORDENADORAS: Eleonora Taveira PROPOSTA
- A proposta de pesquisa consiste em investigar questões
relacionadas ao tema da avaliação da aprendizagem, como por exemplo: Nesse
sentido, os objetivos inicialmente estariam relacionados a um estudo das publicações
acerca da temática, buscando principalmente:
EIXOS NORTEADORES QUE PODERÃO DAR ORIGEM ÀS LINHAS DE PESQUISA:
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Imaginação, Arte e
Cultura
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O grupo de pesquisa Imaginação, Linguagem e Cultura desdobrou-se dos trabalhos realizados pelo grupo Desenvolvimento Humano estruturado nos anos de 2001/2002/2003 (1o semestre), no Centro de Estudos e Pesquisas em Educação. A base do referencial teórico permanece
ancorada nos pressupostos da perspectiva histórico-cultural. O interesse
é consolidar um panorama de pesquisa multidisciplinar que envolva os temas
circunscritos à Psicologia da Educação.
Tendo como fio condutor essas idéias centrais, busca aprofundar seus estudos nos aspectos que tangenciam desenvolvimento humano, numa discussão sobre a construção da esfera simbólica e intelectual, a partir dos mecanismos de interação, da relação eu-outro e da significação. Por isso, é fundamental uma interlocução com outros teóricos de base marxista tais como: Bakhtin, W. Benjamim, etc.. Linhas
de pesquisa IMAGINAÇÃO, LINGUAGEM E CULTURA:
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Mídia, Política e Educação
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1. Apresentação da Proposta Grupo
de Pesquisa Mídia e Educação formou-se como desdobramento
do levantamento do acervo midiático acerca das eleições presidenciais
de 1989 e do Governo Collor de Mello (1990-1992). Ao longo do processo de organização
e sistematização deste acervo - composto por clippings dos principais
jornais de circulação nacional, como O Globo, Jornal do Brasil,
Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Correio Braziliense,
e por jornais regionais, tais como: A Tarde (Bahia), Zero Hora (Rio Grande do
Sul), O Povo (Ceará), A Gazeta (Acre), O Popular (Goiás), O Imparcial
(São Paulo), Correio do Sul (Mato Grosso do Sul). Meio Norte (Piauí),
Correio Popular (São Paulo), entre outros - . Faz parte também o
material audiovisual referente aos telejornais e ao Horário Gratuito Político
Eleitoral (HGPE). Durante a investigação preliminar do acervo, chamou-nos atenção a ausência de uma efetiva política educacional no primeiro ano do governo Collor. Esta constatação nos levou a propor uma análise de como o projeto educacional esteve presente na campanha Collor, uma vez que a primeira referência explícita a implantação de uma política educacional data de 1991, momento de substituição do Ministro da Educação.Em outras palavras, propomos investigar de que forma a educação esteve inserida nas estratégias de campanha que garantiram a vitória eleitoral de Fernando Collor de Mello, político de pouca expressão nacional até 1989, sem expressiva base político-partidária. Neste sentido, o objetivo principal deste trabalho é identificar de que forma o projeto educacional do governo Collor, cuja mola propulsora eram os CIACs, (Centro Integrado de Auxílio à Criança) contribuiu para o atual quadro da educação brasileira. Para tanto, torna-se necessário buscar um amplo entendimento deste projeto, cujas origens remontam, ao nosso ver, ao Manifesto Pioneiro da Escola Nova.
Estabelecer as possíveis relações entre o atual quadro da educação brasileira e as políticas públicas na área educacional implementadas ao longo do governo Collor, tendo como interlocutor privilegiado o acervo midiático. 3. Breve Orientação Metodológica
Seleção das publicações referentes às políticas
públicas educacionais pós-ditadura;
4. Linhas de Pesquisa
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Escola e Produção de Subjetividades
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PROPOSTA DE PESQUISA: O
grupo de pesquisa "Escola e Produção de Subjetividades"
pretende investigar os processos de subjetivação da modernidade
brasileira engendrados pela escola, buscando compreender o papel da educação
escolar na conformação de modos de agir, pensar e sentir.
Após a abolição da escravatura (1888) e a proclamação da República (1889), observamos uma emergência de ideais liberais que se pautavam nos princípios de liberdade e igualdade, prometendo a todos as mesmas possibilidades de vida, trabalho, educação e ascensão social. É neste período, no entanto, que as teorias biológicas de classificação das raças ganha força no Brasil. Se agora já não existe a diferença por valores hierárquicos de poder, passam a existir as diferenças intrínsecas aos indivíduos devido à constituição biológica. Estas teorias, no entanto, vão sendo ressignificadas ao longo das primeiras décadas do século XX e, sob o respaldo dos saberes científicos, a explicação das diferenças deixa de recair unicamente sobre os aspectos raciais, enveredando para as questões culturais. O alvo, agora, passa a ser o pobre. Sob os auspícios de uma política higienista, as classes mais pobres são vistas como uma ameaça à tentativa de ordenação do país, sendo caracterizados como focos de irracionalidade. Esta denominação expandia-se, também, para o interior das escolas, onde as crianças pobres, por não aderirem facilmente aos novos costumes apregoados pela educação escolar, eram facilmente identificadas como doentes, anti-sociais, sem interesse pelos estudos, possibilitando a emergência de discursos que atuavam na produção de verdades sobre os pobres e legitimavam a classificação de suas formas de organização como inferiores e desestruturadas. Produz-se um discurso em que os "problemas" e as "dificuldades" que as crianças pobres apresentavam no aprendizado eram decorrentes de fatores externos às escolas, seja por explicações pertinentes ao meio, caracterizadas como "carência cultural", seja por causa das "diferenças individuais". Para os homens de ciência, as famílias pobres, por manterem seus hábitos e costumes, eram, em grande parte, responsáveis pelo baixo rendimento das crianças nas escolas e por outros "desvios" que pudessem sofrer.
Pode-se observar que, desde a proclamação da República brasileira (1889), um grande e crescente investimento sobre as crianças difunde-se por diversos âmbitos da vida social. A criança aos poucos é separada do mundo dos adultos e colocada como figura central que deveria ter um espaço próprio, roupas adequadas, alimentação específica, horários e brinquedos especiais, passando a demandar, igualmente, cuidados de especialistas. A ampliação desses cuidados intensifica-se quando uma vasta literatura procura dar explicações acerca de seu desenvolvimento, de suas necessidades, sobre como ela deve ser tratada e educada. Desta forma, pode-se observar a estruturação de uma política social direcionada para a criança, onde são criados vários serviços de assistência à infância, principalmente voltados para a preocupação com a mortalidade infantil, o menor abandonado e a delinqüência, além de uma intensa campanha em prol da educação escolar.
As famílias, desde a proclamação da República, vinham sendo alvo de estratégias de disciplinarização, passando por uma redefinição dos papéis de seus membros: o homem teria que se preservar moralmente e dedicar-se ao trabalho, dando o exemplo que deveria ser seguido por sua prole; as mulheres deveriam seguir o modelo rígido e ascético da esposa-mãe-dona-de-casa; e as crianças, seriam elevadas à condição de figura central no interior das famílias, segundo uma representação imaginária da infância pura, ingênua e inocente. Além disto, pode-se observar a estruturação de várias instituições para assistência à criança que visavam retirá-la da responsabilidade única da família, isto é, a educação - em seu sentido amplo - aos poucos vai deixando de ser tarefa primordial da família que, por sua vez, torna-se coadjuvante na tarefa educacional junto à instituição escolar e ao Estado. A escola passa a desempenhar funções que antes eram pertinentes à família e ao meio social, tornando-se a instituição indispensável para a educação integral. Escola e família devem, no entanto, passar a exercer uma certa cumplicidade perante a educação de suas crianças, deixando claro que a primeira tem prioridade sobre a segunda pela legitimidade dos saberes que a compõe.
A partir dos aspectos levantados nos tópicos anteriores, a escola brasileira é reordenada para o alcance dos objetivos de modernização, concorrendo para tal empreitada não só os discursos pedagógicos como também diversos saberes. Nessa nova escola, os saberes científicos intervêm em relação ao espaço físico do edifício, à organização interna, à saúde de seus alunos e à vida de seus estudantes individualmente. Aos poucos, a escola é transformada em espaço natural da criança, para onde elas deveriam ser enviadas. A influência da escola na sociedade, no entanto, não se restringe aos muros escolares. Assim, a escola invade a cidade com suas demandas de reordenação e seu papel disciplinador, abrindo-se e interferindo de maneira incisiva na vida da sociedade, deslocando-se, gradativamente, para a família e para todos os âmbitos da vida social. Ao mesmo tempo, a cidade, através dos discursos de uma intelectualidade que buscava consolidar o projeto de modernidade, passa a ser retratada pela escola, que se transforma em algo além da aglomeração de pessoas, constituindo-se num espaço de construção de um novo homem brasileiro. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA: Esta proposta de pesquisa traz dois eixos simultâneos de análise: 1. Escola: Partindo de estudos recentes no campo da História da Educação, privilegiaremos a análise da escola como objeto histórico. Autores como Anne-Marie Chartier, Dominique Juliá, Clarice Nunes e Marta Maria Chagas de Carvalho vêm desenvolvendo questionamentos acerca da produção historiográfica da educação que se restringe aos estudos normativos do sistema educacional. Não descartando a importância de tais trabalhos, estes autores destacam a quase inexistência de trabalhos que se ocupam da escola como um local que se apropria das normatividades prescritas produzindo uma cultura própria, isto é, a escola vista como uma instituição ativa e produtora de uma realidade singular. Dentro desta perspectiva, os estudos sobre cultura escolar apontam a escola como uma instituição construída por e construtora de uma organização espaço-temporal específica, idéias, normas e práticas que conformam modos de pensar e de atuar. 2. Modernidade e produção de subjetividades: Este segundo
eixo de análise recorrerá a uma discussão acerca da modernidade,
isto é, sobre um conjunto de hábitos, procedimentos e questões
que vêm se delineando e orientando reflexões acerca do mundo, constituindo
o que chamamos de paradigma moderno. Ao falarmos em modernidade, nos referimos
a uma categoria genérica presente em diversos contextos e momentos da trajetória
da cultura ocidental, que foi se constelando a partir de transformações
em várias esferas da vida social, através de movimentos econômicos,
políticos, religiosos e científicos. Esse paradigma moderno é
marcado por características gerais como novo, progresso, evolução,
cisão entre indivíduo e sociedade, individualismo, racionalidade,
movimentos de ordem literária, artística e religiosa e também
por mudanças no campo dos costumes. Muitos dos acontecimentos que estabeleceram
e mapearam o paradigma moderno emergiram entre o século XVIII e os primeiros
anos do século XX. Dentre estes acontecimentos, darei maior ênfase
a dois deles que, de certa forma, estiveram ligados entre si enquanto produtores
de subjetividades marcadamente individualistas: o liberalismo e o romantismo.
Para realizar tal discussão, recorro a autores que, de alguma forma, problematizem
a constituição das subjetividades modernas ou que lancem mão
de questões relativas ao paradigma moderno em suas análises. Os
autores que constituem a base destas discussões são: Michel Foucault,
Boaventura de Souza Santos, Zygmunt Bauman e Norbert Elias. Como autores complementares,
porém indispensáveis para uma reflexão acerca da realidade
brasileira, trago: Deise Mancebo, Heliana de Barros Conde Rodrigues, Jurandir
Freire Costa, Luis Antônio Baptista, Margareth Rago e Roberto Da Matta. | |||
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Educação Ambiental
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Focalizar questões e práticas no processo de consolidação da Educação Ambiental no Brasil, compreendido em uma perspectiva histórico-social e em um contexto cultural e político que demanda uma percepção crítica das tensões em torno de um ainda difuso ideário ambiental, muitas vezes percebido sob a ilusão do consenso e da unanimidade. Temas de Pesquisa:
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Sexualidade e Saúde
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O projeto visa a uma reflexão sobre as experiências sexuais contemporâneas, na tentativa de construir uma visibilidade sobre as novas subjetividades articuladas na sociedade atual. Sabe-se que, culturalmente, as relações heterossexuais são consideradas como o destino "natural" do desenvolvimento psicosexual dos indivíduos, mesmo apesar dos estudos sociais, antropológicos e históricos que demonstram exatamente a complexidade da questão sexual no processo de constituição dos sujeitos. As vicissitudes da sexualidade, aqui compreendida como prática social, nos remetem, inclusive, às dificuldades (para não dizer total impossibilidade) de normatizar as experiências sexuais alheias, na medida em que as interfaces entre sexualidade e cultura evidenciam os aspectos éticos e políticos da pesquisa científica sobre o tema. Assim, a ciência do sexual não pode eximir-se ou distanciar-se da discussão ética, a fim de efetivamente compreender as diversas construções coletivas de experiência corporal e sexual. No mundo contemporâneo, percebemos que há uma ausência de espaços acadêmicos em que as sexualidades que se desviam da ética heterossexual sejam pensadas sem referências pejorativas ou mesmo meramente normativas Acreditamos que apostar na reflexão e no reconhecimento da diversidade das experiências sexuais possa contribuir para a superação da letargia vivenciada nos campos de investigação sobre as sociedades contemporâneas. Nesse sentido, os setores da sociedade brasileira (família, escola, igreja, saúde, justiça, entre outros) devem começar a incorporar em suas agendas uma reflexão crítica sobre as concepções hegemônicas em torno das sexualidades humanas, principalmente no que diz respeito às interfaces entre prazer, direitos reprodutivos e configurações familiares. Para tanto, a pesquisa acadêmica pode cumprir o papel de desvelar o presente, e propor alternativas para uma cultura baseada no culto à imagem, ao corpo e a prazer. A fim de lidar com estas questões relacionadas à expressão social das sexualidades contemporâneas, o grupo de pesquisa sobre sexualidade e saúde pretende, inicialmente, desenvolver uma investigação sobre as relações entre os modos de subjetivação corporal e a contemporaneidade. Neste sentido, pretende-se discutir as políticas do corpo e do desejo, a partir das perspectivas teóricas abertas por Michel Foucault, com o intuito de revelar as nuances dos processos de exclusão e violência social voltadas para as minorias sexuais. Desta forma, esperamos estar contribuindo para uma tomada de posição política no que diz respeito à compreensão da diversidade sexual, ressaltando a aventura de reconhecer nosso próprio tempo. Encontros: Terceiras segundas - feiras do mês às 10:30h. | |||
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