Avaliação da Aprendizagem
Imaginação, Arte e Cultura
Escola e Produção de Subjetividades
    

 

 

 

 

 

 

 

Avaliação da Aprendizagem

 

COORDENADORAS: Eleonora Taveira

PROPOSTA - A proposta de pesquisa consiste em investigar questões relacionadas ao tema da avaliação da aprendizagem, como por exemplo:
Concepções de avaliação e realidade social.
Relação entre a prática avaliativa e a aprendizagem do aluno.
O papel da avaliação para a (re) orientação do trabalho pedagógico.
Avaliação contínua, formativa e diagnóstica.
O processo de avaliação da aprendizagem do aluno como diretriz da ação docente.
A compreensão do "erro" no processo de aprendizagem.
O papel da avaliação na construção do sucesso/fracasso escolar.
A avaliação no processo de formação do professor.

Nesse sentido, os objetivos inicialmente estariam relacionados a um estudo das publicações acerca da temática, buscando principalmente:

  • Discutir a cultura avaliativa predominante nas escolas e os possíveis caminhos a serem traçados para uma avaliação de cunho qualitativo.
  • Refletir sobre as diferentes concepções de avaliação e a sua relação com a aprendizagem do aluno e a construção do conhecimento.
  • Analisar a possibilidade de uma prática avaliativa pautada em uma concepção dialética para a ação/reflexão permanente do trabalho docente.
  • Discutir o processo avaliativo a partir da proposta de construção do sucesso escolar.
  • Investigar as propostas apresentadas pelas instituições e redes (particular e pública) de ensino para o "sistema de avaliação", especialmente as implicações da implementação do sistema de ciclos para a avaliação da aprendizagem dos alunos.
  • Compreender como os cursos de formação de professores estão trabalhando as teorias avaliativas e as concepções sobre avaliação e aprendizagem.

EIXOS NORTEADORES QUE PODERÃO DAR ORIGEM ÀS LINHAS DE PESQUISA:

  • Concepções de avaliação escolar (professores, alunos e pais)
  • Prática avaliativa: dificuldades vivenciadas e alternativas encontradas
  • Avaliação e o contexto sócio-econômico
  • Avaliação e a construção do conhecimento
  • A relação professor/aluno e a avaliação da aprendizagem
  • Nota X Aprendizagem
  • Como encarar o erro do aluno?
  • Trajetória da avaliação educacional
  • Conceitos de avaliação da aprendizagem
  • Avaliação formativa, somativa e diagnóstica
  • Avaliação e projeto político-pedagógico da escola
  • Avaliação da aprendizagem no sistema de ciclos
  • Avaliação e formação de professores.
 
HORÁRIO DOS ENCONTROS
1ª e 3ª segundas-feiras do mês de 10:00 às 12:00 h
  

Imaginação, Arte e Cultura


COORDENADORA: DANIELE NUNES HENRIQUE SILVA


1. Considerações iniciais

O grupo de pesquisa Imaginação, Linguagem e Cultura desdobrou-se dos trabalhos realizados pelo grupo Desenvolvimento Humano estruturado nos anos de 2001/2002/2003 (1o semestre), no Centro de Estudos e Pesquisas em Educação.

A base do referencial teórico permanece ancorada nos pressupostos da perspectiva histórico-cultural. O interesse é consolidar um panorama de pesquisa multidisciplinar que envolva os temas circunscritos à Psicologia da Educação.

Buscando uma analogia entre as teses centrais do marxismo e a compreensão do funcionamento de ordem superior, mais especificamente da origem do pensamento humano, Vygotsky constrói um arcabouço teórico levando em consideração três argumentos centrais:

  • Que a relação do homem com o mundo é mediada, a partir da linguagem, dos instrumentos e pelo outro.
  • Que o funcionamento de ordem superior está atrelado à história e a cultura, marcando a diferença entre o comportamento do homem e o animal.
  • Que os processos mentais devem ser compreendidos a partir de sua concretude / materialidade. Por exemplo, para se entender o que motiva a brincadeira é necessário observar a realidade concreta das crianças brincando. Para o autor, as funções especificamente humanas precisam ser analisadas a partir de seu contexto histórico de produção no real.

Tendo como fio condutor essas idéias centrais, busca aprofundar seus estudos nos aspectos que tangenciam desenvolvimento humano, numa discussão sobre a construção da esfera simbólica e intelectual, a partir dos mecanismos de interação, da relação eu-outro e da significação. Por isso, é fundamental uma interlocução com outros teóricos de base marxista tais como: Bakhtin, W. Benjamim, etc..

Linhas de pesquisa IMAGINAÇÃO, LINGUAGEM E CULTURA:

1. Estudar as manifestações imaginárias ao longo do desenvolvimento ontogenético (estudos sobre crianças, adolescentes, adultos e idosos)

2. Analisar e refletir sobre a emergência das ações guiadas pela imaginação em diversas instituições públicas (escola, hospital, orfanato, etc.)

3. Configurar esfera de pesquisa sobre a organização do funcionamento da imaginação em sujeitos portadores de deficiências.

Desta forma, o grupo pretende pesquisar:

a) o papel da imaginação no desenvolvimento humano e suas formas de manifestação na escola ( Pesquisa de Daniele Nunes Henrique Silva);

b) a representação simbólica da aquisição da leitura e da escrita para o idoso; aspectos da articulação entre imaginação e memória presentes no discurso desses sujeitos com relação ao letramento (Rita Abreu e Marlene Dias);

 

 
HORÁRIO DOS ENCONTROS
2ª quinta-feira do mês de 18:00 às 20:00 h
  

Mídia, Política e Educação


COORDENADORES: MONICA PICCOLO ALMEIDA

1. Apresentação da Proposta

Grupo de Pesquisa Mídia e Educação formou-se como desdobramento do levantamento do acervo midiático acerca das eleições presidenciais de 1989 e do Governo Collor de Mello (1990-1992). Ao longo do processo de organização e sistematização deste acervo - composto por clippings dos principais jornais de circulação nacional, como O Globo, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Correio Braziliense, e por jornais regionais, tais como: A Tarde (Bahia), Zero Hora (Rio Grande do Sul), O Povo (Ceará), A Gazeta (Acre), O Popular (Goiás), O Imparcial (São Paulo), Correio do Sul (Mato Grosso do Sul). Meio Norte (Piauí), Correio Popular (São Paulo), entre outros - . Faz parte também o material audiovisual referente aos telejornais e ao Horário Gratuito Político Eleitoral (HGPE).

Durante a investigação preliminar do acervo, chamou-nos atenção a ausência de uma efetiva política educacional no primeiro ano do governo Collor. Esta constatação nos levou a propor uma análise de como o projeto educacional esteve presente na campanha Collor, uma vez que a primeira referência explícita a implantação de uma política educacional data de 1991, momento de substituição do Ministro da Educação.Em outras palavras, propomos investigar de que forma a educação esteve inserida nas estratégias de campanha que garantiram a vitória eleitoral de Fernando Collor de Mello, político de pouca expressão nacional até 1989, sem expressiva base político-partidária. Neste sentido, o objetivo principal deste trabalho é identificar de que forma o projeto educacional do governo Collor, cuja mola propulsora eram os CIACs, (Centro Integrado de Auxílio à Criança) contribuiu para o atual quadro da educação brasileira. Para tanto, torna-se necessário buscar um amplo entendimento deste projeto, cujas origens remontam, ao nosso ver, ao Manifesto Pioneiro da Escola Nova.


2. Objetivo Geral

Estabelecer as possíveis relações entre o atual quadro da educação brasileira e as políticas públicas na área educacional implementadas ao longo do governo Collor, tendo como interlocutor privilegiado o acervo midiático.

3. Breve Orientação Metodológica

Seleção das publicações referentes às políticas públicas educacionais pós-ditadura;

  • Transcrição do Horário Gratuito Político Eleitoral veiculado nas eleições presidenciais de 1989, 1994, 1998 e 2002;
  • Fundamentação das bases do projeto educacional não só do Governo Collor, como também dos governos posteriores;
  • Análise das políticas públicas educacionais dos governos pós-ditadura.

4. Linhas de Pesquisa

  • Construção e análise do acervo midiático das políticas públicas educacionais ao longo dos últimos vinte anos;
  • Construção e análise das estratégias de campanha eleitoral presentes no Horário Gratuito Político Eleitoral ao longo dos últimos vinte anos;
  • Análise de discurso jornalístico e institucional referente à educação nas últimas décadas;
  • Análise das políticas públicas educacionais implementadas no Brasil a partir da década de 90


 
 
HORÁRIO DOS ENCONTROS
1ª quinta-feira do mês de 14:00 às 17:00 horas
  

Escola e Produção de Subjetividades


COORDENADORES: kARINA PINTO

PROPOSTA DE PESQUISA:

O grupo de pesquisa "Escola e Produção de Subjetividades" pretende investigar os processos de subjetivação da modernidade brasileira engendrados pela escola, buscando compreender o papel da educação escolar na conformação de modos de agir, pensar e sentir.
Trata-se de uma pesquisa que une tanto um trabalho historiográfico sobre a educação brasileira quanto uma leitura histórico-antropológica da modernidade e da constituição do indivíduo moderno.
A execução deste objetivo dar-se-á, principalmente, através do estudo dos seguintes eixos temáticos:

1. Processos de exclusão social decorrentes da modernidade brasileira:

Após a abolição da escravatura (1888) e a proclamação da República (1889), observamos uma emergência de ideais liberais que se pautavam nos princípios de liberdade e igualdade, prometendo a todos as mesmas possibilidades de vida, trabalho, educação e ascensão social. É neste período, no entanto, que as teorias biológicas de classificação das raças ganha força no Brasil. Se agora já não existe a diferença por valores hierárquicos de poder, passam a existir as diferenças intrínsecas aos indivíduos devido à constituição biológica. Estas teorias, no entanto, vão sendo ressignificadas ao longo das primeiras décadas do século XX e, sob o respaldo dos saberes científicos, a explicação das diferenças deixa de recair unicamente sobre os aspectos raciais, enveredando para as questões culturais. O alvo, agora, passa a ser o pobre. Sob os auspícios de uma política higienista, as classes mais pobres são vistas como uma ameaça à tentativa de ordenação do país, sendo caracterizados como focos de irracionalidade. Esta denominação expandia-se, também, para o interior das escolas, onde as crianças pobres, por não aderirem facilmente aos novos costumes apregoados pela educação escolar, eram facilmente identificadas como doentes, anti-sociais, sem interesse pelos estudos, possibilitando a emergência de discursos que atuavam na produção de verdades sobre os pobres e legitimavam a classificação de suas formas de organização como inferiores e desestruturadas. Produz-se um discurso em que os "problemas" e as "dificuldades" que as crianças pobres apresentavam no aprendizado eram decorrentes de fatores externos às escolas, seja por explicações pertinentes ao meio, caracterizadas como "carência cultural", seja por causa das "diferenças individuais". Para os homens de ciência, as famílias pobres, por manterem seus hábitos e costumes, eram, em grande parte, responsáveis pelo baixo rendimento das crianças nas escolas e por outros "desvios" que pudessem sofrer.

2. A conformação de um lugar próprio à infância:

Pode-se observar que, desde a proclamação da República brasileira (1889), um grande e crescente investimento sobre as crianças difunde-se por diversos âmbitos da vida social. A criança aos poucos é separada do mundo dos adultos e colocada como figura central que deveria ter um espaço próprio, roupas adequadas, alimentação específica, horários e brinquedos especiais, passando a demandar, igualmente, cuidados de especialistas. A ampliação desses cuidados intensifica-se quando uma vasta literatura procura dar explicações acerca de seu desenvolvimento, de suas necessidades, sobre como ela deve ser tratada e educada. Desta forma, pode-se observar a estruturação de uma política social direcionada para a criança, onde são criados vários serviços de assistência à infância, principalmente voltados para a preocupação com a mortalidade infantil, o menor abandonado e a delinqüência, além de uma intensa campanha em prol da educação escolar.

3. A constituição de um modelo familiar:

As famílias, desde a proclamação da República, vinham sendo alvo de estratégias de disciplinarização, passando por uma redefinição dos papéis de seus membros: o homem teria que se preservar moralmente e dedicar-se ao trabalho, dando o exemplo que deveria ser seguido por sua prole; as mulheres deveriam seguir o modelo rígido e ascético da esposa-mãe-dona-de-casa; e as crianças, seriam elevadas à condição de figura central no interior das famílias, segundo uma representação imaginária da infância pura, ingênua e inocente. Além disto, pode-se observar a estruturação de várias instituições para assistência à criança que visavam retirá-la da responsabilidade única da família, isto é, a educação - em seu sentido amplo - aos poucos vai deixando de ser tarefa primordial da família que, por sua vez, torna-se coadjuvante na tarefa educacional junto à instituição escolar e ao Estado. A escola passa a desempenhar funções que antes eram pertinentes à família e ao meio social, tornando-se a instituição indispensável para a educação integral. Escola e família devem, no entanto, passar a exercer uma certa cumplicidade perante a educação de suas crianças, deixando claro que a primeira tem prioridade sobre a segunda pela legitimidade dos saberes que a compõe.

4. Ressignificação do papel da escola:

A partir dos aspectos levantados nos tópicos anteriores, a escola brasileira é reordenada para o alcance dos objetivos de modernização, concorrendo para tal empreitada não só os discursos pedagógicos como também diversos saberes. Nessa nova escola, os saberes científicos intervêm em relação ao espaço físico do edifício, à organização interna, à saúde de seus alunos e à vida de seus estudantes individualmente. Aos poucos, a escola é transformada em espaço natural da criança, para onde elas deveriam ser enviadas. A influência da escola na sociedade, no entanto, não se restringe aos muros escolares. Assim, a escola invade a cidade com suas demandas de reordenação e seu papel disciplinador, abrindo-se e interferindo de maneira incisiva na vida da sociedade, deslocando-se, gradativamente, para a família e para todos os âmbitos da vida social. Ao mesmo tempo, a cidade, através dos discursos de uma intelectualidade que buscava consolidar o projeto de modernidade, passa a ser retratada pela escola, que se transforma em algo além da aglomeração de pessoas, constituindo-se num espaço de construção de um novo homem brasileiro.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA:

Esta proposta de pesquisa traz dois eixos simultâneos de análise:

1. Escola:

Partindo de estudos recentes no campo da História da Educação, privilegiaremos a análise da escola como objeto histórico. Autores como Anne-Marie Chartier, Dominique Juliá, Clarice Nunes e Marta Maria Chagas de Carvalho vêm desenvolvendo questionamentos acerca da produção historiográfica da educação que se restringe aos estudos normativos do sistema educacional. Não descartando a importância de tais trabalhos, estes autores destacam a quase inexistência de trabalhos que se ocupam da escola como um local que se apropria das normatividades prescritas produzindo uma cultura própria, isto é, a escola vista como uma instituição ativa e produtora de uma realidade singular. Dentro desta perspectiva, os estudos sobre cultura escolar apontam a escola como uma instituição construída por e construtora de uma organização espaço-temporal específica, idéias, normas e práticas que conformam modos de pensar e de atuar.

2. Modernidade e produção de subjetividades:

Este segundo eixo de análise recorrerá a uma discussão acerca da modernidade, isto é, sobre um conjunto de hábitos, procedimentos e questões que vêm se delineando e orientando reflexões acerca do mundo, constituindo o que chamamos de paradigma moderno. Ao falarmos em modernidade, nos referimos a uma categoria genérica presente em diversos contextos e momentos da trajetória da cultura ocidental, que foi se constelando a partir de transformações em várias esferas da vida social, através de movimentos econômicos, políticos, religiosos e científicos. Esse paradigma moderno é marcado por características gerais como novo, progresso, evolução, cisão entre indivíduo e sociedade, individualismo, racionalidade, movimentos de ordem literária, artística e religiosa e também por mudanças no campo dos costumes. Muitos dos acontecimentos que estabeleceram e mapearam o paradigma moderno emergiram entre o século XVIII e os primeiros anos do século XX. Dentre estes acontecimentos, darei maior ênfase a dois deles que, de certa forma, estiveram ligados entre si enquanto produtores de subjetividades marcadamente individualistas: o liberalismo e o romantismo. Para realizar tal discussão, recorro a autores que, de alguma forma, problematizem a constituição das subjetividades modernas ou que lancem mão de questões relativas ao paradigma moderno em suas análises. Os autores que constituem a base destas discussões são: Michel Foucault, Boaventura de Souza Santos, Zygmunt Bauman e Norbert Elias. Como autores complementares, porém indispensáveis para uma reflexão acerca da realidade brasileira, trago: Deise Mancebo, Heliana de Barros Conde Rodrigues, Jurandir Freire Costa, Luis Antônio Baptista, Margareth Rago e Roberto Da Matta.

 
HORÁRIO DOS ENCONTROS
Última terça-feira do mês de 14:30 às 17:30 horas
  

 

Educação Ambiental


PROFESSOR: CARLOS ARTUR FELIPPE

Objetivo geral:

Focalizar questões e práticas no processo de consolidação da Educação Ambiental no Brasil, compreendido em uma perspectiva histórico-social e em um contexto cultural e político que demanda uma percepção crítica das tensões em torno de um ainda difuso ideário ambiental, muitas vezes percebido sob a ilusão do consenso e da unanimidade.

Temas de Pesquisa:

1. Perspectiva Histórica

  • As Conferências das Nações Unidas e outras reuniões globais sobre Meio Ambiente e Educação Ambiental e a paulatina inclusão de seus conceitos fundamentais nos tratados internacionais, no contexto socioeconômico da segunda metade do século XX.
  • A introdução da Educação Ambiental no Brasil.

2. As Políticas Públicas e a Educação Ambiental

  • A Educação Ambiental nos textos legislativos e outros textos de caráter governamental
  • As iniciativas governamentais que contribuíram na difusão e consolidação dos conceitos da Educação Ambiental

3. A Educação Ambiental nas Escolas

  • A formação de professores e as questões ambientais
  • Análise de projetos ambientais nas escolas
  • Análise dos materiais didáticos e outros materiais impressos

4. A Educação Ambiental Não Formal e Informal

  • Jogos e dinâmicas de grupos como instrumentos de Educação Ambiental
  • Os projetos desenvolvidos pelas organizações não-governamentais - ONGs
  • A Educação Ambiental nas empresas
  • As fontes de financiamento para projetos de educação ambiental: seus critérios e rotinas
  • A mídia em suas várias vertentes: televisão, vídeo, periódicos, rádio comercial e rádio comunitária
  • A produção bibliográfica
  • A internet: os sites e o funcionamento das redes
 
HORÁRIO DOS ENCONTROS
2ª terça-feira do mês de 18:00 às 20:00 horas
  

Sexualidade e Saúde


PROFESSORES: CARLOS ANDRÉ PASSARELLI E MARCELO SANTANA FERREIRA

 

O projeto visa a uma reflexão sobre as experiências sexuais contemporâneas, na tentativa de construir uma visibilidade sobre as novas subjetividades articuladas na sociedade atual. Sabe-se que, culturalmente, as relações heterossexuais são consideradas como o destino "natural" do desenvolvimento psicosexual dos indivíduos, mesmo apesar dos estudos sociais, antropológicos e históricos que demonstram exatamente a complexidade da questão sexual no processo de constituição dos sujeitos.

As vicissitudes da sexualidade, aqui compreendida como prática social, nos remetem, inclusive, às dificuldades (para não dizer total impossibilidade) de normatizar as experiências sexuais alheias, na medida em que as interfaces entre sexualidade e cultura evidenciam os aspectos éticos e políticos da pesquisa científica sobre o tema. Assim, a ciência do sexual não pode eximir-se ou distanciar-se da discussão ética, a fim de efetivamente compreender as diversas construções coletivas de experiência corporal e sexual.

No mundo contemporâneo, percebemos que há uma ausência de espaços acadêmicos em que as sexualidades que se desviam da ética heterossexual sejam pensadas sem referências pejorativas ou mesmo meramente normativas Acreditamos que apostar na reflexão e no reconhecimento da diversidade das experiências sexuais possa contribuir para a superação da letargia vivenciada nos campos de investigação sobre as sociedades contemporâneas.

Nesse sentido, os setores da sociedade brasileira (família, escola, igreja, saúde, justiça, entre outros) devem começar a incorporar em suas agendas uma reflexão crítica sobre as concepções hegemônicas em torno das sexualidades humanas, principalmente no que diz respeito às interfaces entre prazer, direitos reprodutivos e configurações familiares. Para tanto, a pesquisa acadêmica pode cumprir o papel de desvelar o presente, e propor alternativas para uma cultura baseada no culto à imagem, ao corpo e a prazer.

A fim de lidar com estas questões relacionadas à expressão social das sexualidades contemporâneas, o grupo de pesquisa sobre sexualidade e saúde pretende, inicialmente, desenvolver uma investigação sobre as relações entre os modos de subjetivação corporal e a contemporaneidade. Neste sentido, pretende-se discutir as políticas do corpo e do desejo, a partir das perspectivas teóricas abertas por Michel Foucault, com o intuito de revelar as nuances dos processos de exclusão e violência social voltadas para as minorias sexuais. Desta forma, esperamos estar contribuindo para uma tomada de posição política no que diz respeito à compreensão da diversidade sexual, ressaltando a aventura de reconhecer nosso próprio tempo.

Encontros: Terceiras segundas - feiras do mês às 10:30h.

 
HORÁRIO DOS ENCONTROS
Terceiras segundas - feiras do mês às 10:30h